terça-feira, 20 de julho de 2010

Os pedidos de noivado


Depois que a gente resolve casar vem o pedido oficial de noivado. E no meu caso ele teve três partes. A primeira foi o pedido para mim mesma, a segunda para meus pais e a terceira, essa foi a mais divertida, – eu pedi a mão do meu namorado para a mãe e as irmãs dele. Mas vamos por partes.

Você realmente nunca pensou em casar?


E já na primeira leva de posts abro uma enquete para as leitoras – Você realmente nunca se imaginou no altar? Nem quando você tinha 5 anos e ganhou sua primeira Barbie? Nem quando tinha 7 anos e via filmes da Disney? Nem quando tinha 9 anos e foi daminha de honra do casamento de uma tia? D-Ú-V-I-D-O!
Concordo que quando a gente não tem nem pretendente é mais fácil esquecer todos nossos sonhos e viver a vida praticamente. Já fiz isso, e não foi ruim não. Não se esqueçam, sou capricorniana!

Ela, noiva?


Quem me conhece, nem que só um pouquinho, deve achar muito estranho o fato de eu estar noiva. Logo eu, pragmática, objetiva e prática, como boa capricorniana que sou! Descobri nessa fase que as pessoas me acham muito mais moderna e não-convencional do que eu realmente sou. Muitas foram as pessoas que me disseram: - Nossa, nunca achei que você ia casar assim, na Igreja como manda o figurino.

A resposta não é tão simples. Poderia responder – Nossa, nem eu! Mas estaria sendo mentirosa.
A verdade é que eu sempre pensei em casar. Quando era menina brincava de um joguinho (que agora não lembro o nome) em que a gente tinha que colocar a idade que ia casar, a idade que teria filho, que compraria um Escort XR3. E eu falava que casaria com 25, 23, 27.

Mas depois quando fiquei adolescente e jovem entrei nesta onda de modernidade. Comecei a ficar com os rapazes, a não ligar para eles (com algumas exceções), a dizer que seria moderna, que ia morar junto, NO MÁXIMO. E que NUNCA ia casar. Que coisa mais careta...

Além disso, entrava em questão o fato de eu ter me afastado da Igreja. Me dizia atéia, ex-cristã, todas aquelas ponderações imponderáveis que fazemos quando somos Young teenagers! Imagina, eu gostava do Nirvana e Bob Marley. Isso não combinava com casamento, definitivamente.

Os anos foram passando, as amigas foram casando, o amor aparecendo e de repente aquela vontade que eu tinha aos 9 anos, quando eu casava o Ken com a Barbie, reapareceu. Mas antes dela, claro que tenho que dizer, apareceu o candidato a marido. E foi isso que deixou tudo muito mais gostoso e verdadeiro!

O projeto


A sequência ficou um pouco invertida. Primeiro eu descolei um marido e depois resolvemos casar. E quando a decisão foi tomada eu só lembrava de um professor de Gerenciamento de Projetos da FGV. Bem antes de eu virar “noiva”, ele nos disse em certa aula que o casamento é um grande Projeto, já que tem as duas principais características de um Projeto – só se faz uma vez e tem prazo. Pois bem, assim é o casamento. A gente só faz uma vez, ao menos pela primeira vez, e tem um prazo – os dias vão passando a gente querendo ou não. A ideia desse blog é contar um pouco essa maratona sentimental e prática por qual toda noiva passa.

Quando se casa

- Quando se casa muita coisa muda. É o que todos que já têm uma aliança na mão esquerda dizem.

Eu não entendia muito bem o que essa frase queria dizer até o dia 17 de janeiro. Quando meu namorado querido e amado entrou pela porta da minha casa. Sim, tudo mudou. E pra melhor!